sábado, 22 de dezembro de 2012

"A melhor conversa que terás na tua vida será com um desconhecido"

Poderá não ser bem assim a citação, mas para a situação terá de servir.
Brilhantismo incorporado numa convenção literária, nada menos que isso! Mas hoje, hoje és tu o meu desconhecido, leitor, jurado imparcial de factos apenas meus conhecidos. Vais-me apenas julgar pelo que sabes que te digo, dito por viver, dito por saber que não conheces.
Singularidades que eu só conheço, porque sozinho lá caminhei, singularidades que tu nunca conhecerás porque por lá eu já passei...passei e tudo aquilo que poderias reconhecer, apaguei!
Rasgo de brilhantismo nestas letras ou apenas ilusionismo auto jubilatório? Desconheço quem escrevo!
Escrevo contigo a meu lado sem saber o que dizes, toda a razão que me sussuras não passa de mera onda que ecoa no vácuo da minha existência, vazia, sem função de saída por onde entraste, sem pedir, sem querer, sem magoar, tal como hoje, apenas num pequeno ressoar. Gosto desse teu jeito, dessa tua forma de falar, se um dia disseres, tudo eu te irei negar. Estarei cá, serei o ser que conheço, como serei sempre o que quiser que tu saibas, saibas tu ou não, aquilo que pensas.
Não tenho forças para te acabar, hoje vais ser aquilo que vês, amanhã, aquilo que eu quiser!

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