domingo, 19 de junho de 2011


Tudo começara num idílico e solarengo final de tarde, com dois olhares a trocarem-se e a perderem-se no pensamento um do outro, falando directamente ao coração de quem os tinha. O Sol, esse rei gigante, passava majestosamente despercebido naquele cenário de entendimento supra-lógico, onde mentes se tocavam e impressionavam, onde sorrisos diziam o que as palavras silenciavam. Nela havia reparado naqueles olhos azul celeste elevadores de mais áureos pensamentos, naquele gesto picotado, banhado por longas e claras correntes que soavam a tons de caramelo. Nele já ressaltava um aspecto farrusco, com um espelhado azeitona que na perfeição entendia os seus análogos, um sorriso discreto e apaixonado que lhe traduzia o sentimento. O azul reflectia aquele ambiente torrado, tomando para si o indesejado e mostrando apenas o mais belo do seu lado, iluminando aquelas duas almas que por ali se apaixonavam. Ela tinha aquele jeito, aquele toque real, envolta num longo vestido branco, cobrindo e camuflando imaculadamente toda aquela figura que o fascinara. Já ele, estava de seu agrado, envergando aquela vestimenta que a satisfazia, que ela queria, que ela pedia. Tudo naquela esplanada era perfeito, a maneira como o rei realçava o picotado do seu gesto, o modo como eles estavam entrelaçados e que definia a sua maneira, aquele copo marcado de cor de tez, aquele cinzeiro que um cigarro ainda fumegante segurava, a gaivota que percebia o que ali se passava, nada mesmo era imperfeito, nem mesmo o seu fado. Estavam sós naquela multidão, ela disse-lhe "Adeus" e ele na sua solidão mergulhou. Ali ficou, e chorou, e esperou enquanto desesperou, ele amou, ele gritou, ele morreu! Nada era igual, com ela se foi também todo o idealismo, com ela se foi o seu ser, com ela, ainda assim, ele aprendeu, com ela ele queria ser feliz. Ao afastar-se espalhava memórias, instrumentos afiados e precisos que queimavam o que dele restava, que o destruíam cada vez mais e mais.
Ele não as quis apagar, ele quis viver com elas e fantasiar com ela, ele, um dia, voltou a lutar, ele, um dia, voltou a cair, ele, ainda hoje, não aprendeu.

terça-feira, 7 de junho de 2011

17:41

Então mas, a estas horas?

Em que é que ficamos...?

domingo, 5 de junho de 2011

Sunburn

Brilhante, de facto:



Come waste your millions here
Secretly she sneers
Another corporate show
A guilty conscience grows
I'll feel a guilty conscience grow
I'll feel a guilty conscience grow

She burns like the sun
And I can't look away
And she'll burn our horizons make no mistake

Come let the truth be shared
No-one ever dared
To break these endless lies
Secretly she cries

She burns like the sun
And I can't look away
And she'll burn our horizons make no mistake

And I'll hide from the world
Behind a broken frame
And I'll burn forever
I can't face the shame

And I'll hide from the world
Behind a broken frame
And I'll burn forever
I can't face the shame







She definitely burns like the sun, and I don't want to look away :x